O que esperar dos resultados do 2T20?
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Essa semana as empresas que possuem ações negociadas na B3 começam a divulgar os resultados referente ao segundo trimestre de 2020.
Sabemos que alguns setores sofreram e ainda sofrerão com os reflexos da pandemia, enquanto outros já podem ter passado com mais tranquilidade por esse período. Também sabemos que os governos e bancos centrais pelo mundo estão dispostos a agirem para resgatar as empresas, e no Brasil o governo tenta ajudar alguns setores e diretamente algumas empresas, mas tem dificuldades em cumprir as promessa.
Com os resultados em mãos poderemos analisar o que ocorreu durante o período que o Brasil mais sofreu com as consequências ao combate a pandemia do Coronavírus. E saberemos quais empresas sofreram com o isolamento que começou na segunda quinzena de março – em alguns lugares a situação foi mais séria e adotou-se a quarentena para evitar a contaminação da população e a morte dos doentes – e quais conseguiram superar as dificuldades – e quem sabe até aproveitaram o momento para implementar mudanças e ganhar mercado.
Para ficar de olho...
Com os balanços saberemos quão grave foi a crise para algumas empresas e como elas reagiram e tendem a se comportar nos próximos trimestres.
A maioria dos bancos já tinham se preparado no final de março para enfrentar o período crítico fazendo pesadas provisões contra possíveis perdas devido a inadimplência, agora tendem a seguir com cautela para os próximos trimestres devido aos desdobramentos da crise econômica.
As empresas que tem relação com as commodities tendem a ter resultados difusos, pois dependem de fatores externos. É possível que algumas que tiveram que adotar paradas de produção tenham lucro, pois a alta no preço da commodity ou a alta do dólar compense o período parado ou com a redução na produção.
O setor de varejo deverá ter resultados diversos, porque cada subsetor tende a um comportamento. As varejistas ligadas ao e-commerce tendem a ter resultados mais positivos; as ligadas ao consumo básico – como supermercados e farmacêuticas, que não fecharam durante a pandemia – podem ter lucro, mas com margens pressionadas; enquanto que as empresas que dependem do espaço físico – como os shoppings – devem ter resultados piores, mas com tendência de melhora devido a flexibilização das medidas adotadas de acordo com a região do Brasil em que tem seus negócios.
As empresas do setor aéreo e de turismo ainda devem ter prejuízos, sendo que as aéreas já tiveram prejuízos bilionários no primeiro trimestre devido ao câmbio e a necessidade de paralisar a operação ainda em março.
As empresas do setor de educação devem ter algumas perdas devido a necessidade de adaptação por causa do isolamento, mas o pior deve ficar para o segundo semestre devido a queda no número de matrículas.
O final desta temporada de resultados possibilitará investimentos mais conscientes, mesmo com uma possível segunda onda que tende a ser mais branda, mas que ainda poderá exigir medidas de isolamento ou de quarentena.
Começa agora!
O início é nesta terça-feira, 21 de julho, indo até o meio de agosto.
Atualização! (22/07/2020): A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) atendeu o pedido da Associação Brasileira do Mercado de Capitais (ABRASCA), do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI) e do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) para prorrogar o período de divulgação dos resultados em 15 dias. Assim, as empresas terão até o final de agosto para apresentar os balanços referentes ao segundo trimestre de 2020.
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Vamos plantar para colher!

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