Qual deve ser o tamanho da reserva de emergência?
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A pergunta que está no título desse texto é uma das principais dúvidas das pessoas. Pois bem, espero ajudar a sanar esta questão com algumas colocações sobre o tamanho ideal da reserva de emergência.
Alguns especialistas sugerem que a reserva de emergência deve cobrir as despesas equivalentes a, no mínimo, 6 meses, e o ideal seria uma reserva de 12 meses. Outros especialistas já falam que a reserva deve ser em relação ao salário. Mas o principal nesse ponto é ter um orçamento organizado e que se conheça o gasto mensal para ter uma noção do valor mínimo que deverá ser reservado para os imprevistos. Se você ainda não montou seu orçamento, pode ler o texto sobre esse assunto clicando aqui.
O fundamental é que se entenda que a definição do valor da reserva é algo pessoal e que possui diversas variáveis que influenciam neste ponto. É importante que você defina um valor para ter a maior segurança possível, pois quanto maior o valor total, melhor será a sua capacidade de agir quando surgir um imprevisto. Então vou colocar algumas situações que podem lhe auxiliar na definição de quanto deve ser a sua reserva de emergência.
Empregado celetista ou estatutário
Se for celetista, o recomendado é analisar a possibilidade de ficar desempregado e o tempo que levará para conseguir um novo emprego. Sendo assim, o mínimo recomendado é de 6 meses para baixa possibilidade de desemprego e uma rápida recolocação. Mas se o risco de ficar desempregado for alto e a recolocação demorada, o ideal é que a reserva de emergência seja de, no mínimo, 12 meses.
Caso seja estatutário, a estabilidade lhe tira a preocupação de ficar desempregado, então sua reserva poderá ser inferior a 6 meses. Mas dependendo de qual nível da administração pública seja funcionário, terá que analisar a possibilidade de atraso no pagamento do salário. Consequentemente a sua reserva de emergência deverá ser superior ao maior atraso histórico, ou seja, se ocorreu um atraso de 6 meses, o ideal é que sua reserva seja superior a esse período.
Autônomo, profissional liberal ou empreendedor
Nestas situações é preciso observar a renda – salário ou pró-labore –, que pode ter uma variação de uma época para outra durante o ano, e que em alguns casos pode-se ficar até um período sem renda. Devido a essas variações na renda, a sua reserva de emergência poderá ser de mais de 1 ano. E como a renda é superior as despesas – desde que não se gaste mais do que se ganha –, é natural que o período de acumulação para chegar ao valor desejado como reserva de emergência seja um pouco maior do que se o valor fosse baseado nas despesas.
Recomenda-se que o profissional liberal, caso tenha uma empresa, e o empreendedor tenham reservas como pessoa física e como pessoa jurídica, pois é necessário separar a vida pessoal da empresarial. E dependendo do setor da empresa, é fundamental que se esteja preparado para as adversidades e, em alguns casos, atuar por um período no prejuízo.
Solteiro ou casado
No primeiro caso, podemos considerar que só existe uma fonte de renda, logo deve-se reservar, no mínimo, um valor referente a 6 meses para se proteger das dificuldades. Já no segundo caso o valor pode ser inferior a 6 meses, considerando que seja pouco provável de ambos ficarem desempregados ao mesmo tempo.
Cabe ressaltar a influência dos filhos ou de outros dependentes que dependam de ajuda financeira, como pais com idade avançada ou avós. Esta situação pode demandar um valor maior para a reserva de emergência. Por exemplo, um homem solteiro que tenha um filho poderá considerar os seus gastos e acrescentar um valor para imprevisto com a saúde do filho. Outro exemplo, uma mulher casada e que tem uma mãe idosa pode ajudar na reserva do casal e fazer uma reserva de emergência a parte para os imprevistos com a mãe.
Aposentado
O ideal é que já chegue nesse período da vida com sua reserva de emergência estabelecida. Mas se esse não é o seu caso, nada o impede de começar o quanto antes, mesmo com as possíveis dificuldades que tenha.
Como o Brasil possuí cenários incertos em relação as condições da previdência social estatal e do sistema de saúde pública, a reserva de emergência é fundamental nessa época da vida, porque os problemas de saúde tendem a surgir com mais frequência e os gastos aumentam exponencialmente. O valor da reserva poderá ser outro caso tenha pessoas que você precise ajudar, como filhos.
Além do mais, a expectativa de vida é uma média e você poderá viver mais do que o número de anos divulgado como o esperado para a população, logo é recomendado que faça um bom planejamento.
Outro ponto importante é compreender que a receita advinda do benefício da previdência social pode não ser suficiente para a formação da reserva, então pode ser necessário buscar uma renda extra para auxiliar a acumulação do valor desejado.
Resumindo
Estes são alguns exemplos de como os valores podem variar de uma pessoa para outra. Então independente da renda e das condições financeiras, a reserva de emergência deve ser prioridade e todos deveriam ter uma. Além disso, será bem mais fácil fazer um planejamento financeiro para formar o seu patrimônio com a segurança da reserva de emergência para enfrentar os imprevistos.
Então fique ligado que falarei sobre onde investir a reserva de emergência no próximo texto. Para não perder nada, favorita o blog ou curta a página no Facebook e fique de olho para saber como alcançar seus objetivos!
Vamos plantar para colher!
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